Rua Fidalga, 593
Vila Madalena – SP
Tel. 11 3032 9003
patria@patria.ppg.br

Festa do interior

Post Pic

     Há três anos, o desembarque das Casas Bahia no estado que dá nome à rede foi um marco no varejo nacional. Não foi o primeiro – nem o último – grande grupo varejista que resolveu se instalar no Nordeste, mas foi o ícone de um novo processo de expansão geográfica do "mainstream" do comércio nacional.
     Àquela altura, todos queriam aproveitar o crescimento da renda da população da região, sobretudo nas capitais. Um fenômeno inicialmente causado pelos programas de distribuição
de renda do governo federal, que impulsionaram o comércio a vender mais e a empregar mais...
E assim por diante, até que a classe média tomasse corpo suficiente para atrair os grandes do varejo.

Médias cidades, grandes negócios

     Esse movimento já é passado. A vanguarda varejista nacional está começando a explorar outro campo: o interior nordestino, em cidades como Itabuna, no sul baiano, Jequié, na borda entre a mata atlântica e o semiárido da Bahia, e Alagoinhas, na porção norte do Estado.
     São cidades médias, de entre 100 mil a 250 mil habitantes, que em comum apresentam um grande fôlego para o consumo. Basta dizer que, mesmo em um ano não tão positivo para o varejo, na comparação com os anteriores, as cidades apresentam, índices acima de 10% de crescimento no acumulado dos últimos 12 meses – com uma incrível elevação de 30% no setor de móveis e eletrodomésticos.
     Se até 2008 nem Salvador tinha uma unidade das Casas Bahia, somente este ano, além de Itabuna e Jequié, Vitória da Conquista, no sul do Estado, e Juazeiro, no extremo norte, foram palcos de inaugurações de lojas da rede.
     Antes, a baiana Insinuante, hoje ligada à mineira Ricardo Eletro, reinava absoluta nesses mercados. "A concorrência no setor vai ficar mais acirrada na Bahia – o que é bom para o consumidor", promete o presidente do conselho de administração das Casas Bahia, Michel Klein.

Um supermercado

     enômeno semelhante ocorre com os supermercados. A rede norte-americana Walmart, atuando principalmente com a bandeira Todo Dia, e a chilena Cencosud, com a marca GBarbosa, disputam, palmo a palmo, o avanço pelo interior baiano. "Nosso futuro é avançar organicamente, abrindo lojas próprias, pelo interior do Nordeste", confessou o presidente mundial do Cencosud, Horst Paulmann, em recente passagem por Salvador. Apenas até o fim do ano, a rede pretende abrir 50 supermercados na região.
     Outros setores também parecem ter percebido a importância – e a demanda reprimida – da área. A paulista Óticas Carol, por exemplo, decidiu descentralizar as operações (antes, estava apenas em São Paulo, no Rio e no Rio Grande do Sul) e avançar rumo à Bahia – onde vai abrir, até o ano que vem, 20 lojas no interior. Assim, pretende fazer frente à maranhense Óticas Diniz, que em menos de 20 anos deixou de ser uma loja para ter operações em 140 cidades de todos os Estados – e promete iniciar operações em mais cinco cidades do interior da Bahia apenas este ano.

Voltar

Todos os direitos reservados 2011.