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Porto Alegre, Texas

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     Chapéu, bombacha, lenço no pescoço e chimarrão na mão sempre foram itens relacionados à imagem do gaúcho. A cena dificilmente é encontrada em Porto Alegre, mas serviu de inspiração para empresários que decidiram investir em um ramo diferente, o sertanejo.
     Em alta principalmente nas cidades do centro do país, as baladas sertanejas, com direito a chapéu de cowboy, bota de couro e roupas com detalhes em xadrez chegaram devagar a Porto Alegre. Primeiro, com festas uma vez por semana. Depois, com festas que viram noites quase todos os dias. A popularização do estilo tem crescido no último ano na capital, e, hoje, os encontros country são considerados programa imperdível para muitos universitários com idades entre 18 e 25 anos.

Capital e Interior

     "No interior do Estado é sucesso, porque tem ligação com a identidade do gaúcho. Em cidades como São Paulo e Camboriú as pessoas também gostam muito da música. Decidimos arriscar em Porto Alegre", explica Márcio Escher, gerente executivo da casa noturna Farms, especializada apenas em festas sertanejas.
     Embora muitos porto-alegrenses vejam com preconceito o novo estilo, as casas resolveram arriscar porque queriam atrair principalmente pessoas que moram na cidade, mas têm origens no interior do Estado. E a receita deu certo.
     "Tudo se aproxima um pouco do gaúcho. Se fazemos uma festa junina, encontramos pessoas com chapéu típico do sul, em vez daquele de palha", justifica Papaulo Cunha, gerente de comunicação do bar Be Happy.
     Aos 26 anos, a advogada Marília dos Santos Oliveira é uma das freqüentadoras da casa pelo menos uma vez por mês. Natural de Capivari do Sul, ela se reúne com amigos do município para se divertir na festa ao som de duplas sertanejas ou para ir a shows onde o estilo musical é tocado.

Chapéu e lenço

     "Percebemos de longe quem é da Capital ou do Interior. Os fazendeiros ou arrozeiros, que não são porto-alegrenses, têm um estilo diferente. Às vezes usam botas, chapéu ou cinto. Os que são da cidade se vestem como se estivessem em uma balada eletrônica", observa.
     Para seguir a modinha das duplas que cantam os repertórios, a casa Be Happy reúne todos os domingos mais de 600 pessoas interessadas em dançar juntinho. Para mexer com o clima do local, até maio, foram distribuídos cerca de 20 mil chapéus de cowboy para caracterizar o público. Agora, os adeptos à moda ganharão lenços. Além da diversão, o resultado das festas aparece por meio de fotos e comentários nas redes sociais. Gaúcho, agora, é sertanejo.

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